Juiz de Fora adotou Aedes do Bem™ por considerá-lo eficaz, seguro e amigo do ambiente, diz bióloga

O bairro de Monte Castelo, uma das primeiras áreas que será tratada com o Aedes do Bem™ (Foto: Carlos Mendonça/Secretaria de Saúde de Juiz de Fora)
Michele Freitas, chefe da Vigilância Epidemiológica da cidade, ajudou a selecionar bairros com alta incidência de dengue, escolhidos para início do projeto

Juiz de Fora é a primeira cidade de Minas Gerais a adotar o Aedes do Bem™. A escolha, segundo as autoridades locais, se deu por conta não só da eficácia já comprovada da tecnologia, mas também pela sua segurança, já que a solução não representa riscos significativos à população e ao meio ambiente.

No evento que selou a parceria entre a prefeitura de Juiz de Fora e o Aedes do Bem™, estavam presentes diversas autoridades locais – o prefeito da cidade, Bruno Siqueira e da secretaria de saúde, Beth Jucá, por exemplo –, o diretor-geral da Oxitec do Brasil, Jorge Espanha e o vice-presidente sênior da Intrexon, Thomas Bostick. Mas, de todos os presentes na solenidade, talvez ninguém tenha tido contato tão próximo com a questão do Aedes aegypti selvagem na cidade como a Michele Freitas, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Juiz de Fora.

Acompanhando a tendência nacional de explosão de casos de arboviroses, em 2016 Juiz de Fora contabilizou aproximadamente 28 mil ocorrências de dengue. “O Aedes do Bem é mais uma ferramenta que passamos a usar aqui em Juiz de Fora para combater o vetor da dengue, Zika e chikungunya”, conta Michele, em conversa com o portal Aedes do Bem™.

A gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Juiz de Fora, Michele Freitas (Foto: Acervo pessoal)
A gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Juiz de Fora, Michele Freitas (Foto: Acervo pessoal)

“O trabalho preconizado pelo Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) já é realizado e continua – e agora teremos essa tecnologia inovadora e amiga do meio ambiente para auxiliar nesse trabalho”, diz.

No primeiro ano do projeto as liberações acontecerão nos bairros de Olavo Costa, Monte Castelo e Santa Luzia. A escolha, segundo Michele, foi “técnica”. “A definição levou em conta a prevalência e o histórico de casos de dengue nessas regiões”. A área coberta nessa primeira fase irá proteger 10 mil pessoas – a previsão é que o projeto seja ampliado posteriormente, chegando a beneficiar 50 mil moradores de Juiz de Fora.

Antes do início das liberações, porém, haverá um período de engajamento público – esse processo já começou e seu objetivo é esclarecer o funcionamento da tecnologia e tirar as dúvidas da população juiz-forana. “A liberação dos mosquitos está programada para ocorrer daqui a dois a três meses”, explica a gerente.

Apesar da expectativa de que a população de Aedes aegypti selvagem seja reduzida nos locais tratados, a gerente lembra que a participação dos cidadãos é essencial para o sucesso do projeto. “Contamos com o apoio de toda a população e também de nossos agentes de controle de endemias, que ganham esse reforço ao seu trabalho cotidiano e serão essenciais para o sucesso do projeto do Aedes do Bem em Juiz de Fora”.