Juiz de Fora libera primeiros mosquitos Aedes do Bem™

Van da Oxitec libera Aedes do Bem em Juiz de Fora (Secretaria de Comunicação Social/PJF)
Inseto geneticamente modificado da Oxitec combate transmissor de Zika, dengue e chikungunya em três bairros da cidade mineira

A Oxitec liberou pela primeira vez nesta quinta-feira (30) mosquitos Aedes do Bem™ na cidade mineira de Juiz de Fora. O município é o primeiro do Estado a receber os insetos geneticamente modificados criados pela Oxitec para combater o inseto transmissor da Zika, dengue e chikungunya.

A tecnologia será implementada agora nos bairros de Santa Luzia, Monte Castelo e Vila Olavo Costa. O Aedes do Bem™, um mosquito macho – que, portanto, não pica – localiza fêmeas selvagens para neutralizar sua oportunidade de reprodução, provocando queda na população do inseto.

Em evento realizado durante a manhã na praça do Santa Luzia, o prefeito Bruno Siqueira se disse otimista com o início da fase de liberação do mosquito da Oxitec.

“Essa tecnologia inovadora e sustentável se soma ao nosso incansável trabalho no combate ao Aedes aegypti, com destaque para a ação conjunta dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, que estão nas ruas o ano todo”, afirmou. “Não paramos de buscar alternativas para melhorar este trabalho, pensando na saúde de cada juizforano.”

Os bairros selecionados para o projeto foram escolhidos pelo critério incidência de casos notificados de dengue e dados do LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti). Em 2016, somente no Santa Luzia, foram notificados 925 casos da doença, em Monte Castelo, 564, e na Vila Olavo Costa, 152.

Engajamento Público
O Projeto Aedes do Bem™ em Juiz de Fora teve início em julho, com o trabalho de engajamento público, quando as informações sobre o projeto foram levadas à população. Agentes de combates de endemias, agentes comunitários de saúde e técnicos da Oxitec realizaram visitas porta a porta nos bairros beneficiados para explicar o projeto e o funcionamento da tecnologia.

Profissionais de saúde pública observam liberação de mosquitos Aedes do Bem em Juiz de Fora (Foto: SCS/PJF)
Equipe de saúde pública observa liberação do Aedes do Bem em Juiz de Fora (SCS/PJF)

O engajamento público envolveu também representantes de conselhos, entidades de classe, lideranças comunitárias, estudantes e população em geral. O trabalho contou com palestras, oficinas e rodas de conversa. A Oxitec também exibiu amostras do mosquito geneticamente modificado em eventos no município.

“Damos início hoje a mais uma etapa do Projeto Aedes do Bem™ em Juiz de Fora, e esperamos com nossa tecnologia auxiliar a Administração no combate ao Aedes aegypti no município”, disse Jorge Espanha, diretor-geral da Oxitec do Brasil.

Os Aedes do Bem™ utilizados em Juiz de Fora serão criados em um posto avançado, montado pela Oxitec no município. A instalação recebe os mosquitos machos no estágio de pupa e faz com que se desenvolvam até se tornarem insetos adultos alados. As pupas são fornecidas pela fábrica da Oxitec em Piracicaba, município que já obteve sucesso com a aplicação da tecnologia.

A secretária de Saúde de Juiz de Fora, Beth Jucá, afirmou que os primeiros resultados devem ser percebidos entre quatro e seis meses após o início das liberações do Aedes do Bem™.

“Temos a expectativa que os níveis de Aedes aegypti selvagem comecem a cair nos locais tratados dentro desse prazo. A empresa e a Secretaria de Saúde já monitoram a infestação do mosquito nesses locais e têm um parâmetro da infestação para realizar o trabalho”, afirma.